E-commerce é tema de reunião do Fórum MDIC
O Ministério do Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou, nesta terça-feira (3), o relatório estatístico de 2023 do Dashboard do Comércio Eletrônico Nacional, uma plataforma estratégica desenvolvida pelo MDIC que traz informações sobre produtos comercializados pela internet em todo o território nacional.
A apresentação foi feita no âmbito da III Reunião da Câmara de Comércio e Serviços Conectados ao Varejo, do Fórum do MDIC.
Como destaque, o relatório registra que o e-commerce no Brasil continua com tendência de crescimento. Entre 2022 e 2023 o setor anotou um aumento de 4%. Desde 2016, o volume de negócios saltou de R$ 35 bilhões para R$ 196 bilhões em 2023.
Os produtos mais comercializados em 2023 foram os smartphones, livros, televisão, refrigeradores de congeladores.
Como esperado, o e-commerce nacional está concentrado na região Sudeste, responsável por quase ¾ de tudo que é transacionado no país, seguido pelas regiões Sul e Nordeste.
Para o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, Uallace Moreira Lima, é fundamental trabalhar políticas de desenvolvimento regional para promover maior equilíbrio nas transações de comércio eletrônico e isso deve passar pela Reforma Tributária e pelas políticas de juros. “Temos que pensar uma forma de reduzir essas diferenças regionais. Acreditamos que a reforma tributária vá trazer um pouco mais de equilíbrio nessas transações, mas para isso é necessário diminuir as exceções na regulamentação da Reforma”, disse.
“Além disso é fundamental trazer ao debate uma discussão sobre juros no Brasil. O atual ambiente de financiamento no país afasta investidores e trava o Brasil. Temos que pensar em mecanismos de expansão de crédito e políticas de juros mais próximas da realidade”, completou.
Karoline Lima, coordenadora de Relações Institucionais e Governamentais da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aproveitou a apresentação para reforçar os dados expostos no Fórum do MDIC com informações da pesquisa realizada pela CNDL e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) sobre compra em sites internacionais.
A coordenadora de entidade falou sobre a importância de estimular o e-commerce nas plataformas nacionais e chamou atenção para os efeitos benéficos da taxação de produtos importados em plataforma estrangeiras. “A taxação trará um efeito positivo para o e-commerce brasileiro, na medida que nossa pesquisa apontou que 54% do consumo é feito em sites internacionais. Com a taxação acreditamos que parte desse comércio vai migrar para os sites nacionais”, ressaltou Karoline.
“Importante lembrar que a medida do governo também vai reforçar o caixa do governo, já que a previsão da Receita Federal é de arrecadar até R$ 700 milhões em 2024 com a taxação de importados”, concluiu.
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